Aldeia Manoel Alves cancela festas tradicionais para proteger povo Krahô do contágio do Coronavírus

O povo Krahô é reconhecido como o mais sorridente entre as etnias indígenas brasileiras. “Amji kin” é a expressão que traduz este estado de felicidade, vivenciado ao longo do ano por meio de várias festas e rituais para celebrar a colheita, o crescimento das crianças, os antepassados e outros momentos. Porém, em 2020, todas as atividades festivas da Aldeia Manoel Alves estão canceladas, em função da pandemia do novo Coronavírus, decisão que vem sendo adotada por outras aldeias.

De acordo com o cacique Roberto Krahô Cahxêt, a primeira morte provocada pela Covid-19 na Capital do Estado do Tocantins, Palmas, no último dia 14 de abril, trouxe muita apreensão aos indígenas, que já estavam montando guaritas para impedir o fluxo de pessoas não autorizadas na Reserva Indígena Krahô, localizada entre os municípios de Itacajá e Goiatins.

A restrição do acesso segue a orientação da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), como forma de evitar a disseminação do vírus nas aldeias do País, uma vez que essas populações se encontram no grupo de risco de contaminação.


A Aldeia Manoel Alves fica localizada a apenas 8 km do centro urbano de Itacajá, sendo a única a desenvolver atividade de etnoturismo de forma organizada, em parceria com a Tekoá Brasil. Neste final de semana ocorreria o Ritual Ketuwayê, que marca o início da educação tradicional para as crianças. Um grupo de turistas iria participar da festa, porém a Tekoá já havia cancelado a vivência. Nesta semana, as lideranças decidiram não realizar o ritual, mesmo que restrito aos indígenas.


De acordo com o cacique Roberto Krahô Cahxêt, outras duas festas,

o Pemp’kahàc e a Feira Tradicional de Sementes também não ocorrerão em 2020. “Vamos programar os Amji kins para o próximo ano”, completa.

“Hoje, a prioridade é resguardar a saúde da população Krahô”, enfatiza o diretor da Tekoá Brasil, Marcos Luz, lembrando que os roteiros voltarão a ser negociados quando a pandemia passar e a aldeia confirmar a retomada de suas festividades, já que as vivências turísticas seguem o calendário de rituais da aldeia. “Também criaremos protocolos de saúde que garantam a proteção de indígenas e turistas”, completa.


Aldeia Manoel Alves cancela festas tradicionais para proteger povo Krahô do contágio pelo novo Coronavírus


Ritual Ketuwayê, que ocorreria neste final de semana, e mais duas festas, todas com presença de turistas confirmada pela Tekoá Brasil, não serão realizadas em 2020.


O povo Krahô é reconhecido como o mais sorridente entre as etnias indígenas brasileiras. “Amji kin” é a expressão que traduz este estado de felicidade, vivenciado ao longo do ano por meio de várias festas e rituais para celebrar a colheita, o crescimento das crianças, os antepassados e outros momentos. Porém, em 2020, todas as atividades festivas da Aldeia Manoel Alves estão canceladas, em função da pandemia do novo Coronavírus, decisão que vem sendo adotada por outras aldeias.


De acordo com o cacique Roberto Krahô Cahxêt, a primeira morte provocada pela Covid-19 na Capital do Estado do Tocantins, Palmas, no último dia 14 de abril, trouxe muita apreensão aos indígenas, que já estavam montando guaritas para impedir o fluxo de pessoas não autorizadas na Reserva Indígena Krahô, localizada entre os municípios de Itacajá e Goiatins.


A restrição do acesso segue a orientação da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), como forma de evitar a disseminação do vírus nas aldeias do País, uma vez que essas populações se encontram no grupo de risco de contaminação.


A Aldeia Manoel Alves fica localizada a apenas 8 km do centro urbano de Itacajá, sendo a única a desenvolver atividade de etnoturismo de forma organizada, em parceria com a Tekoá Brasil. Neste final de semana ocorreria o Ritual Ketuwayê, que marca o início da educação tradicional para as crianças. Um grupo de turistas iria participar da festa, porém a Tekoá já havia cancelado a vivência. Nesta semana, as lideranças decidiram não realizar o ritual, mesmo que restrito aos indígenas.


De acordo com o cacique Roberto Krahô Cahxêt, outras duas festas,

o Pemp’kahàc e a Feira Tradicional de Sementes também não ocorrerão em 2020. “Vamos programar os Amji kins para o próximo ano”, completa.

“Hoje, a prioridade é resguardar a saúde da população Krahô”, enfatiza o diretor da Tekoá Brasil, Marcos Luz, lembrando que os roteiros voltarão a ser negociados quando a pandemia passar e a aldeia confirmar a retomada de suas festividades, já que as vivências turísticas seguem o calendário de rituais da aldeia. “Também criaremos protocolos de saúde que garantam a proteção de indígenas e turistas”, completa.


Campanha


O etnoturismo é uma das fontes financeiras da Aldeia Manoel Alves. Para garantir a aquisição de alimentos, remédios e combustível para a comunidade neste momento de crise, a Associação Hotxwa Cia Hiken iniciou a campanha Salve Krahô. O engajamento de não indígenas à campanha, incluindo pesquisadores, empresários, artistas, como a atriz Letícia Sabatella, motivou a ampliação do projeto, que atenderá todas as aldeias. Os Krahô somam mais de 3 mil pessoas, divididas em 40 aldeias.


As doações em dinheiro podem ser feitas por transferência bancária para a Associação Hotxwa Cia Hiken.

Dados bancários:

Associação Hotxwa Cia Hiken

CNPJ 16.849.941/0001-34

Banco Bradesco (237)

Agência: 1725-6

Conta Corrente: 0086375-0

IBAN: BR71 6074 6948 0172 5000 0863 750C 1

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