"Etnoturismo, conservação e autonomia" é tema de 'live' alusiva ao Dia dos Povos Indígenas

Projeto Terça Ambiental vai ao ar às 19h deste dia 19 de abril, pelo @gazetadocerrado, com a participação dos idealizadores de roteiro em aldeia do povo Krahô.


Jovens da etnia Krahô: tradições preservadas como ferramenta de atração turística (Flávio Cavalera)


A realização de atividades turísticas em terras indígenas tem sido tema de debates nos últimos anos, porém, na prática, são poucas as experiências desenvolvidas com êxito e profissionalismo no Brasil. Para tratar deste tema e da importância do correto desenvolvimento do turismo como fator de desenvolvimento social e econômico, além de poderosa ferramenta de preservação ambiental e cultural, o programa Terça Ambiental da Gazeta do Cerrado apresenta neste 19 de abril, Dia do Índio, o tema Etnoturismo, conservação e autonomia.


O programa, apresentado pelo jornalista Marco Jacob, vai ao ar nesta terça, às 19h, pelo Instagram da @GazetaDoCerrado, com participação dos integrantes de uma experiência de etnoturismo realizada em território Krahô antes da pandemia de Covid-19: o cacique da aldeia Manoel Alves, Roberto Krahô Cahxêt, o vice-cacique José Edilson Cuxy, o indigenista Fernando Schiavini e o empresário de turismo e consultor Marcos Luz, diretor da Tekoá Brasil.


A demanda do povo Krahô pela inserção do turismo em suas terras é antiga. Porém, a complexidade da operação adiou a experiência até 2017, quando lideranças da Aldeia Manoel Alves, a 8 km de Itacajá (TO) firmaram parceria com a operadora Tekoá Brasil, por intermédio do indigenista Fernando Schiavini. A implantação do projeto-piloto na aldeia, após dois anos de negociações e capacitações se consolidou como exemplo bem-sucedido em seu modelo de gestão compartilhada, resultando em convites para parcerias com outras etnias. Porém, todas as atividades em territórios indígenas foram suspensas em 2020, numa tentativa de proteger os indígenas da contaminação pelo novo coronavírus.


A Terra Indígena Krahô, medindo 3.200 Km2, representa uma das maiores áreas preservadas de cerrado do sistema deste bioma, existente no Planalto Central Brasileiro. Assim, “cerradões”, “campos sujos”, “campos limpos”, “veredas” e “matas de galeria” alternam-se, em um relevo formado por chapadões, que, por sua vez, se alternam em plataformas tipo “mesas”, com a constante presença de morros tipo “testemunhos”. Praticamente toda a fauna existente no cerrado ainda está presente no território Krahô.


A Terra Indígena Krahô tem 3.200 Km2 e reúne mais de 3.500 indígenas (Flávio Cavalera)



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